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VIAGENS || Amesterdão em Janeiro || Parte I

VIAGENS || Amesterdão em Janeiro || Parte I

Estou sempre a planear novas viagens, e a última (como vocês devem saber, se me acompanharem no instagram) foi a Amesterdão. Já tinha estado em Eindhoven por isso não foi a minha primeira vez na Holanda. No entanto, Amsterdão é bastante diferente de Eindhoven, e soube muito bem passar lá estes dias!

Por onde começar? Amesterdão está recheada de canais, por isso tem um gosto especial passear a pé pela cidade. Sempre tive preferência por cidades onde se consiga ter um vislumbre de água, seja pelo oceano ou por passar um rio pelo meio, e por isso Amesterdão foi um prazer enorme de visitar.

Como chegar a Amesterdão?

Cheguei à cidade a 22 de Janeiro, num voo direto da TAP (cerca de três horas de voo), com chegada ao Aeroporto Schiphol, mas também conseguem voar para Amesterdão com a EasyJet ou com a Transavia, por exemplo. Quando reservei, a melhor combinação de horários / preços foi pela TAP, e sinceramente sempre que posso prefiro viajar com eles. Nunca tive nenhum problema, os voos que já fiz raramente atrasaram, o voo é sempre confortável e temos refeições gratuitas a bordo.

Como ir do Aeroporto Schiphol para o centro de Amesterdão?

Para mim, o mais fácil foi apanhar o comboio do aeroporto para a estação central (Amsterdam Centraal). O bilhete custa 5,5€ (cada ida) e chega-se lá num instantinho.

E os transportes pela cidade?

Se estiverem hospedados no centro da cidade, o que vos aconselho é andarem sempre muito a pé nas vossas deslocações (pois a cidade é plana e vê-se tudo muito bem andando a pé). Se estiverem cansados, ocasionalmente podem comprar um bilhete simples de uma hora, que custa 3,20€.

Se ficarem hospedados numa zona mais afastada do centro (como eu fiquei) o melhor será talvez comprarem um passe de 2, 3, 4 ou 5 dias, conforme for a duração da vossa viagem. O passe que vos estou a falar é da companhia GVB (uma empresa diferente da empresa dos comboios) e é válido para se deslocarem de autocarro, metro e eléctrico. Eu comprei o passe de 4 dias (96 horas).

Cheguei lá numa terça-feira ao final do dia, pelo que o passe era válido até ao final do dia de sexta-feira. Como fui embora no sábado foi perfeito, porque já só tive de comprar um bilhete simples até à estação central, e poupei dinheiro (em relação a comprar um passe de 4 ou 5 dias).

Tenham em atenção que podem comprar estes passes em máquinas de venda automáticas, nas estações, mas as máquinas só vendem passes até 4 dias. Para o de 5, têm de dirigir-se a um centro de atendimento da GVB e comprar lá.

Se puderem, aluguem bicicleta, e passeiem assim! Eu não o fiz porque estava muita neve pelo chão e tive medo, por não estar habituada…mas deve ser uma experiência fantástica!

Onde ficar hospedado?

Não sei qual é o vosso budget, mas Amesterdão não é uma cidade com alojamento barato. Se puderem ficar no centro, num daqueles hotéis de cadeias como o IBIS, é uma excelente opção. Eu optei por ficar um bocadinho mais afastada do centro (mas perto, a cinco minutos de metro da estação central), num Bed & Breakfast que reservei no booking.com, que tinha excelentes reviews, pequeno-almoço incluido e um excelente preço.
DICA: Se quiserem um desconto de 10% na vossa reserva Booking.com, basta reservarem através do meu link, AQUI.

, que tinha excelentes reviews, pequeno-almoço incluido e um excelente preço.
DICA: Se quiserem um desconto de 10% na vossa reserva Booking.com, basta reservarem através do meu link, AQUI.

O B&B de que vos falo chama-se Bon Bed & Breakfast e fica muito perto da estação de metro Noord. É um B&B com apenas dois quartos duplos para reservar, numa casa onde vive um casal muito simpático. Os quartos têm casa de banho privativa, mini-bar, TV, aquecimento e comodidades para fazer chá e café. O nosso quarto tinha vista para a rua e era super acolhedor. O colchão era mole mas estranhamente confortável! Suspeito que era um colchão de água.

E no Bon Bed & Breakfast…

…o pequeno-almoço incluído era perfeito e tinha tudo o que precisava para começar o dia com energia: Sumo, fruta, pão, manteiga, doces, queijos internacionais, iogurte, … Quando saía muito cedo (até às 8h), o casal deixava-me o pequeno-almoço já “preparado” em cima da mesa de refeições e com os elementos frios no frigorifico, para eu me servir. Quando eu saía já perto das 9h, além de ter todos os elementos que vos disse acima, também era “mimada” com vários tipos de pratos quentes. Ora eram omeletes, ora eram crepes….e tudo delicioso e super caseiro. Era como se estivesse em casa! Ah, e claro, chá ou café.

A casa (como todas as que espreitei em Amesterdão) era super quentinha (até o chão era aquecido!), o que era ótimo, dado que apanhei temperaturas negativas nesta viagem! Com o casal vivia um gatinho mega fofo, o Bubo, que me encheu de turrinhas todos os dias.

De salientar que o casal era extremamente simpático e que me deu as mais variadas dicas de sítios onde comer coisas típicas holandesas, bons restaurantes internacionais, etc. O Bon Bed & Breakfast foi um achado, sem dúvida. Para as quatro noites, paguei apenas 302€, já com as taxas da cidade incluídas. Paguei adiantado, no ato da reserva (para ficar mais barato) e valeu muito a pena.

Para chegarem ao Bon Bed & Breakfast basta apanharem o metro 52 (azul) na Amsterdam Centraal, em direção a Noord, e saírem na estação Noord. Depois, são cinco minutos a pé, e é muito fácil de identificar a casa. O Casal enviou-nos um e-mail com todas as indicações para a encontrar, pelo que era impossível perder-me 🙂

O que visitar em Amesterdão?

Ora, aqui vai depender muito dos vossos gostos e se querem ver muitos museus ou não. Eu para vos ser sincera não vi tudo o que queria ver, mas vi a maior parte. Estive na cidade três dias inteiros apenas, porque no dia em que cheguei já era noitinha e no dia em que me fui embora já não deu tempo para ver nada. Por isso, o que vos vou sugerir é um roteiro de três dias intensos, de manhã à noite, mais o dia da chegada à noite.

Ao chegar – Dia 1

Se chegarem à noite, como foi comigo, a minha sugestão é instalarem-se rapidamente e saírem para aproveitar ao máximo essa noite. Eu instalei-me, fui logo sair para jantar fora (jantei no Lotti’s Cafe, Bar & Grill, um restaurante que pertence ao Hotel The Hoxton, ótimo para jantar ou para beberem um copo à noite):

Depois disso dei uma volta a pé pelos canais e fui ter ao Red Light District, uma das zonas mais comentadas pelos turistas. Muitas coffeeshops (locais onde se pode consumir com moderação marijuana), muitas casas de prostituição e muita vida nocturna. Vê-se muitos bares e restaurantes diferentes (alguns muito giros).

No Red Light District as prostitutas surgem em janelas vermelhas, mostrando-se a potenciais clientes. É um pouco surreal ver ao vivo esta “actividade”, mas faz parte de Amesterdão e eu tinha de ir espreitar. Atenção que não se pode tirar fotografias às casas de prostituição; muito cuidado, ou as senhoras podem vir atrás de vocês.

Ainda nessa noite estive a passear bastante pelos canais, que estavam cobertos de neve. Tinha nevado imenso neste dia, e chegámos a Amesterdão com a cidade branquinha. Um autêntico postal, magnífico!

Dia 2

Acordei bem cedo para visitar a Casa de Anne Frank. Para este (e qualquer outro museu na cidade) o melhor é reservarem com antecedência o vosso bilhete, na internet. Comprei os meus bilhetes todos com um mês de antecedência, porque assim não corri o risco de esgotarem. O de Anne Frank é um dos que esgota com mais frequência. Podem comprar aqui. Escolhi o primeiro horário, o das 9h, por dois motivos. Primeiro, porque tem menos gente a visitar. Segundo, porque aproveito melhor o dia dessa forma! Além de que às 9h, em Janeiro, ainda não há muita luz do sol, pelo que é preferível passar esse tempo “sem luz” em museus.

A seguir fui conhecer a Westerkerk, igreja perto da Casa de Anne Frank. De seguida fui caminhar pelo Jordan District, em direção a esta ponte estreitinha (Drieharingenbrug), que é super gira:

Por falar em coisas estreitas, sabiam que em Amesterdão existem duas casas muito estreitinhas? Uma delas é a Amsterdam Singel 7. É minúscula e foi-nos explicado que antigamente a população pagava mais impostos conforme a largura de construção das casas. Como tal, para pagarem menos, algumas pessoas construíam casas muito pequenas, e essa é um bom exemplo de poupança nos impostos!

Continuei a caminhar pelo Jordan District. É um bairro cheio de vida com muitas lojas giras, cafés pitorescos e ruas lindíssimas. Sugiro que no fim da vossa caminhada pelo Jordan District parem para experimentar as famosas batatas fritas holandesas. São maravilhosas! Eu experimentei as do quiosque VleminckX, que são relativamente perto de lá, e escolhi comê-las com o molho “satay”, que é feito à base de manteiga de amendoim. Combinação estranha mas super yummy, acreditem!

E que mais?

Lá perto, podem também visitar Begijnhof! Trata-se de um pátio interno medieval onde as religiosas da Igreja Católica moravam. É muito bonito e tranquilo:

Terminei a manhã a almoçar num sitio muito giro, o Blue Amsterdam, onde comi uma espécie de brunch (até já vos mostrei no instagram). Este restaurante tem uma vista linda da cidade!

O Blue é realmente super cosy!
Os tradicionais croquetes holandeses (estes de queijo)
Tosta com ovos mexidos e salmão fumado
Banana bread…delicioso!
E claro, um latte para acompanhar!

Comecei depois a tarde a passear pelas 9 streets, ruas cheias de boutiques shops e comércio giro. Depois vim mais para baixo, para o Bairro Spiegel, onde fui aos Arquivos da Cidade, conhecer um pouco da história da mesma. Os arquivos têm entrada gratuita e a exposição permanente também é gratuita.

Existem também exposições pagas que valem a pena! O único senão é que parte das exposições estão apenas em holandês.

Depois passei pelo Teatro Tuschinskie, um cine-teatro lindíssimo! Vale a pena entrarem nem que seja só para o verem por dentro. Se quiserem ver um filme, o preço do bilhete é cerca de 11€.

Ainda passeei mais um bocadinho. Visitei o Mercado das Flores e aproveitei para comprar algumas lembranças. Visitei também o Nieuwe Kerk, um templo religioso do século XV que fica quase ao lado da Praça Dam e do Palácio Real.

Passei ainda pela Primark da cidade para espreitar o que havia de diferente. Acabei por comprar algumas coisinhas, mas tudo em saldo! No final do dia fui jantar a um restaurante italiano maravilhoso, o Mappa.

O artigo já vai longo pelo que amanhã continuo a mostrar-vos como foram os meus dias em Amesterdão. Não percam o artigo de amanhã!

Beijinho,
Lara ♥


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