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A minha viagem a BERLIM || Parte I

A minha viagem a BERLIM || Parte I

(O famoso beijo pintado no Muro de Berlim)

Vocês pediram, e aqui está ele: um artigo onde descrevo ao pormenor a minha viagem a Berlim, com muitas dicas de restaurantes, locais não turísticos e claro, o que é essencial ver. Claro que um artigo destes fica enorme, e por isso vou ter de o dividir em várias partes. Esta é a primeira…espero que gostem!

Algumas dicas gerais para começar

(foto minha no famoso muro; parte dele, que ainda está de pé)

A minha viagem durou 6 dias e cinco noites (entre Domingo e Sexta-Feira), o que me deu tempo de sobra para conhecer a cidade e ainda explorar Potsdam e Hamburgo, que ficam bem pertinho.

Berlim é uma cidade muito marcada pelo passado do seu país (nazismo, divisão da capital pelo muro, … ) mas nem assim encontrei um povo carrancudo. Nada disso. Ouvia dizer de imensa gente que os alemães eram antipáticos, frios, etc. O que encontrei foi um povo simpático, disposto a ajudar, e muito cordial. Já tinha gostado imenso dos alemães na minha viagem de Ano Novo a Frankfurt, e fiquei a gostar ainda mais agora! Os jovens principalmente, porque se meteram imenso connosco. Vê-se que gostam de conviver com pessoas de outras culturas.

Nunca tinha visitado uma capital europeia em pleno Verão (vá, já tinha ido a Praga em Setembro, mas já estava praticamente tempo de Outono quando lá fui) e gostei imenso de não ter de andar de casaco atrás. No entanto, o calor (que não foi pouco, apanhei dias atípicos em Berlim, que chegaram aos 30º) fez com que me sentisse mais cansada e com menos energia. Por isso, sinceramente, acho que vou continuar a preferir fazer este tipo de viagens culturais no Outono e na Primavera.

Transportes públicos

(O interior da estação de metro Hermannplatz)

Berlim é uma cidade maioritariamente plana e anda-se muito bem a pé. Maaaas….a cidade é muito grande e aconselho-vos a fazerem como eu e comprarem um passe para todos os transportes públicos. Os passes podem compreender várias zonas, e eu comprei desde a zona C até à zona A, que me permitiu viajar entre o aeroporto Schönefeld  (C) e o centro da cidade (A). Esse passe deu ainda para viajar gratuitamente até Potsdam, pois a cidade está compreendida nesse intervalo de zonas.

Este passe compra-se nas máquinas de bilhetes automáticas (no metro, comboio…), e o que eu comprei era válido para 7 dias. Para estas três zonas (A-B-C) e 7 dias, tem o valor de 37,5€ por pessoa. Basta validar uma primeira vez o passe, e depois podemos guardar connosco sem nunca mais ter de o validar. Mas tenham-no sempre à mão, porque existem revisores à paisana nos transportes públicos, que do nada “sacam” do seu ID e começam a pedir os bilhetes/passes aos utentes. Só me aconteceu uma vez apanhar um revisor, mas achei curioso, porque estava vestido como uma pessoa que iria para a praia, completamente casual, sem nenhuma farda.

(Mapa do metro de Berlim – retirado do site oficial)

Eu adoro andar a pé, mas as distâncias entre os pontos principais eram tão grandes, que volta e meia sabia bem apanhar o metro ou o autocarro. Ainda mais quando estão 30º, não é?

Dica: A UBER funciona muito bem e também cheguei a utilizá-la, porque tinha um código de 10€ dado pelo Hostel.

Hospedagem

Fiquei hospedada num hostel recente (Grand Hostel Berlin Urban), mas que tinha sido aberto num edifício de uma pensão antiga (Days Inn).

(Foto retirada do Agoda)

Como tal, as instalações não eram modernas e o piso era todo em alcatifa (o que não ajuda quando está calor…e ainda por cima o AC era fraquinho). De qualquer forma, foi o alojamento com melhor relação qualidade/preço que encontrei, e deixo-vos aqui o link do booking.com para este hostel, caso queiram espreitar. Nunca fiz refeições no hostel (nem sequer o pequeno-almoço), porque gosto de explorar restaurantes locais e Berlim está cheia de restaurantes e cafés giros.

Nota: Este Hostel não fica no centro da cidade. Contudo, a cidade não tem pontos de interesse para ver apenas no centro, tem imensa coisa por todo o lado, e achámos que este hostel, por estar mesmo ao lado de uma estação de metro (Hermannplatz), iria servir-nos bem, alem de ser mais barato. E assim foi!

Morada do Hostel: Sonnenallee 6, 12047 Berlin

Ora bem, vou contar-vos todas as minhas voltas dividindo o texto por dias…assim têm uma ideia do que podem fazer em casa dia!

Dia 1 – Domingo

Sendo Domingo, e assumindo que poderia estar muita coisa fechada, decidimos passear não muito afastados do Hostel, junto de uma zona onde existe uma estátua bastante famosa, o Molecule Man:

…que vista de longe tem ainda mais piada! : ) a zona onde está inserida a estátua é bem gira (bem mais que a zona à volta do hostel, que é mais movimentada com trânsito) e apresenta prédios giríssimos, como este aqui:

Morada da estátua, caso queiram ver: An den Treptowers 1, 12435 Berlin

Ainda perto da estátua, encontrámos alguns parques onde se faziam raves quase todos os dias, e que duravam até bem tarde. Mais tarde até começámos a reparar que estas raves eram anunciadas apenas com cartazes na rua. Passámos por esta zona entre as 8:30h e as 9:30h, e ainda estava a decorrer uma dessas raves num parque. Os alemães curtem a sério! E não, a música não afetava os prédios à volta. Os parques estavam longe o suficiente para não se ouvir dentro das casas. Nós só ouvimos já quando estávamos mesmo bem perto.

(zona com restaurantes e onde ocorriam, por perto, as raves)

Perto deste parque existe uma zona chamada RAW, que é, como quem diz, o LX factory lá do sítio. Não é uma zona muito turística, e estava cheia de locais, com bancas a vender variadíssimos artigos, quase como se fosse uma espécie de feira da ladra. Vi lá de tudo: Roupa, calçado, quadros, comida, banda desenhada, música…etc. O sítio em si tinha grafitis giros por todo o lado, e por isso faço a comparação com o LX Factory. Só não tinha era tantos restaurantes. O espaço em si era muito giro e ainda passámos algum tempo lá.

Morada do RAW: Revaler Str. 99, 10245 Berlin

Mais tarde vim a descobrir que existia um clube com piscina pública mesmo lá ao lado, que serviu para me refrescar numa das tardes quentes que Berlim nos ofereceu! Chama-se Haubentaucher Berlin e está aberto todos os dias. Costuma abrir as 12h, mas podem consultar os horários no link que vos deixei acima. A entrada custa 6€ e não inclui toalhas, apenas espreguiçadeiras. O clube tem balneários para trocarem de roupa e um bar com snacks e bebidas. A piscina é enorme e soube mega bem estar lá!

(foto retirada do facebook do clube)

Depois de sair do RAW, passei numa feira que existe todos os Domingos (só podia aproveitar naquele dia!). É o Fleamarket e esta sim é uma autêntica feira da ladra, com antiguidades, roupa, etc, todo o tipo de artigos.

Morada do Fleamarket:Grünberger Str. 75, 10245 Berlin

Comprei algumas coisinhas nessa feira de que gostei bastante. Depois de ter dado a volta toda à feira, parámos para tirar fotografias automáticas num dos inúmeros quiosques Photoautomat que existem na cidade:

Vale muito a pena tirarem fotografias aqui. Custam apenas 2€, demoram 5 minutos a serem reveladas e vocês ficam com uma tira de quatro fotografias a preto e branco giríssimas. Uma bela recordação! Podem tirar sozinhos ou acompanhados, é como preferirem : )

Continuámos a passear a pé até ir dar à East Side Galery, o local onde podemos observar o que resta do antigo muro que dividia a cidade. Ainda existe uma boa parte do muro de pé, para que a história possa ser contada, mas nele estão inseridas diversas pinturas giríssimas, com os mais variados simbolismos, desde sátiras a imagens de paz e igualdade de direitos.

Existem também vários memoriais ao longo da cidade, sobre o muro.

Adorei ver as pinturas de perto e tenho pena de não vos conseguir mostrar tudo, mas fica o incentivo para que vão lá ver por vocês ; ) No início do post têm mais duas pinturas : ) lá perto têm também o The Wall Museum.

Morada da East Side Galery: Mühlenstraße 3-100, 10243 Berlin

Depois de ver isto tudo já se tinha passado a manhã e já passavam das 14h…estava na hora de almoçar! Apanhámos um autocarro e fomos para a outra ponta da cidade, para ir conhecer um Vietnamita muito fofinho de que a Filipa Gomes tinha falado bem: Umami. Estava com imensa curiosidade e não me desiludi!

Comida absolutamente deliciosa, nada cara, e serviço muito simpático. O restaurante era super típico…gostámos imenso!

Morada do Umami: Bergmannstraße 97, 10961 Berlin

Para continuar a nossa rota naquela tarde de Berlim, decidimos visitar um antigo aeroporto, que se encontra “transformado” para a visita ao público.

A pista dos aviões tornou-se uma pista para bicicletas, skates, etc. Imensa gente passa lá os fins-de-semana a fazer desporto ou a conviver. Acho a ideia ótima e gostei de lá ir! Tive pena de não ter alugado uma bicicleta para andar por lá, teria sido giro.

Morada do aeroporto antigo: Platz der Luftbrücke 5, 12101 Berlin

De seguida fomos comer um geladinho a uma das casas de gelados mais famosas de Berlim…JONES ice cream! Uma casa com gelados fantásticos: cones feitos na hora e sabores fora do comum. Eu pedi de Chá Verde Matcha e de Sésamo, e ele pediu de Whiskey com nozes pecan e Chocolate/caramelo/amendoim:

Morada Jones Ice Cream: Goltzstraße 3, 10781 Berlin

Para finalizar a tarde, decidimos ir um bocadinho para mais perto do centro, e visitar o Checkpoint Charlie, o nome dado pelos Aliados a um posto militar entre a Alemanha Ocidental e a Alemanha Oriental durante a Guerra Fria:

Morada do Checkpoint Charlie: Friedrichstraße 207, 10969 Berlin

Como este era o Domingo do final do Mundial, fomos dar uma volta pela Gendarmenmarkt (praça bem conhecida e cheia de cafés/restaurantes à volta). Ficámos por lá a ver um bocadinho do jogo da final enquanto bebíamos qualquer coisa. O jogo acabou, a França ganhou e começou a anoitecer em Berlim. Ainda demos mais uma vista de olhos pela zona, e passámos também pelo Konzerthaus, uma casa lindíssima de concertos.

Por fim, já era praticamente hora de jantar, e fomos conhecer os hambúrgueres mais famosos de Berlim. Os hambúrgueres de casa de banho! Burgermeister Schlesisches Tor:

(fila enorme. estivemos 40m na fila)

Trata-se de um quiosque de hambúrgueres erguido de uma antiga casa de banho pública, que se tornaram famosos por isso mesmo. Os hambúrgueres são relativamente normais (eu comi de soja e ele de carne) são bons mas não fascinam. Melhor que MC Donalds, mas bem mais fracos que os de uma Hamburgueria do Bairro, por exemplo.

Morada dos Burgermeister Schlesisches Tor: U1 Schlesisches Tor, Oberbaumstraße 8, 10997 Berlin

E foi o fim do meu primeiro dia! Muita coisa gira, a maior parte fora do circuito normal do turista típico e boa comida no geral. Foi um dia muito bem passado, o primeiro!

Descubram como foram os outros dias e o que visitei na próxima parte deste artigo. Fiquem atentos, porque vai sair nos próximos dias!

Beijinhos,
Lara ♥

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