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Conseguir dizer adeus.

O meu tio-avô do lado paterno (que sempre chamei de avô) e que Deus tem já há muitos anos, sempre me disse, desde pequenina, que só devemos dizer adeus a quem morre. Adeus é uma palavra definitiva. E, embora na rotina do nosso dia-a-dia, não reparemos nisso, o dizer adeus é algo bastante forte.

Amo o meu avô e cresci com muitos ensinamentos dele, e esta frase sempre me ficou na cabeça. Acabei por dar por mim a pensar antes de falar, quando me despeço de alguém: “Espera lá, não digas adeus, que isso parece mal, não é esse o significado que queres dar!”. Evito ao máximo dizer adeus. Confesso que às vezes lá me esqueço e a palavra sai, mas por norma digo sempre “até amanhã”, “até breve”, etc. É quase como uma superstição.

Isto tudo para dizer que esta semana tive de aprender a dizer adeus. E custou. Muito.

Quem me conhece sabe que adoro animais e que sempre tive animais de estimação. Tinha dois gatos cá em casa dos meus pais, um dos quais com 14 anos. A minha Xana. A minha Gatitas. A minha Titinha. Esta semana tive de aprender a despedir-me dela. Não queria. É uma dor insuportável. Talvez quem não tenha animais nunca compreenda a dor que é ver um deles partir. É tal e qual como se fosse um membro da família a partir. Porque eles são família. E da mais chegada.

A minha Titinha já tinha 14 anos, era rabugenta mas muito fofinha e amada por todos nós cá de casa. Custou muito vê-la partir, e vai custar muito interiorizar a ideia de já não a termos cá connosco.

gatitas

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